Retrospectiva: 5 Tendências de 2014

2014 está perto do fim. Este foi um ótimo ano para os profissionais de marketing, cheio de novas tecnologias e novidades.

Então vamos revisar quais foram as 5 tendências de marketing online em 2014, que nos guiaram este ano e vão nos guiar daqui para frente.

1. A eficácia do Facebook foi questionada

A queda na popularidade do Facebook foi sem dúvida a maior tendência de 2014. Isso chocou a rede social que nós temos usado por anos e muitas empresas se encontraram para discutir o futuro delas no Facebook.

Para muitos de nós só foi possível perceber o que estava rolando quando uma empresa realmente decidiu deixar a plataforma. A rede de entrega de refeições a domicílio EAT24 deixou o Facebook após investir mais de um milhão de dólares na rede social.

Eles comunicaram a decisão em uma “Carta ao Facebook”. E você confere um trecho abaixo:

“Quando nós nos conhecemos, você nos fez sentir especial. Nós contaríamos divertidas piadas sobre Sriracha e você iria contar para todos os nossos amigos e todos iriam rir juntos. Mas e agora? Agora você quer que a gente te dê dinheiro para poder falar com nossos amigos. Agora quando nós mostramos a foto de um taco envolvido com bacon, nós precisamos “PROMOVA ESTE POST! CONSIGA MAIS AMIGOS!” ao invés de sermos curtidos pelo o que somos. Isso é muito errado.”

O diretor de comunicação do Facebook respondeu:

“Oi, EAT24, aqui é o Brandon do Facebook. Eu fiquei desapontado ao ler a sua carta. O mundo está muito mais complicado do que quando nos conhecemos - ele mudou. E nós amamos sua piadas sobre taquitos e 420, mas agora elas não parecem tão divertidas. Existem coisas sérias acontecendo no mundo e um dos meus melhores amigos acabou de ter um bebê e outro acabou de tirar a melhor foto de seus cupcakes caseiros. Nós entendemos que as pessoas gostam mais disso do que ‘sush porn’…"

E a parte mais complicada dessa conversa é:

É possível concordar com com os dois pontos de vista ao mesmo tempo?

Então vamos olhar para o problema com outra perspectiva…

Em outubro nossos amigos do Groove anunciaram que eles também estavam deixando o Facebook. Mais do que um final de relacionamento eles citaram o ROI real a partir do blog deles (e a falta de ROI a partir do Facebook) como principal razão para eles abandonarem o Facebook:

“A cada hora que perdemos gerenciando nossa fanpage é uma hora que podíamos investir em nosso blog. Uma hora por semana pode parecer insignificante, mas são 52 horas por ano.

A quantidade de tráfego e assinaturas que conseguimos a partir de 52 horas de trabalho no blog é significativa.

E mais, nós estavamos privando nosso blog 52 horas a mais de trabalho, pois estacamos cegos com a ideia do que “devemos” fazer.

Então qual é nossa conclusão para o Facebook em 2014?

Para entregar o conteúdo que os usuários dizem querer (depois de várias pesquisas) o Facebook precisa limitar o alcance das marcas na plataforma. Isso é algo que o Facebook disse várias vezes e dificilmente vai mudar. As marcas precisam lidar com isso ou experimentar outras plataformas.

Por sorte não é tão ruim. O Facebook nos deu uma recompensa quando eles diminuíram o alcance orgânico: Anúncios no Facebook. A plataforma de anúncios no Facebook permite uma comunicação mais específica do que nenhuma outra plataforma. Os anúncios no Facebook dão às marcas a oportunidade de engajar com usuários que realmente se interessam pelo conteúdo produzido e promovem exatamente que eles desejam sem limitação. Os anúncios também indicam engajamento real, cliques para website e vendas (não inúmeras curtidas inúteis na página).

Sim, é pagar para brincar. Mas se muitas marcas estnao obtendo um custo por clique entre 50 centavos e 2 dólares e um ROI de 500%, nós estamos felizes em fazer parte.

2. Emails fazem Yoga

Automação de emails era geralmente descrita como uma série de e-mails bem engessada, que precisa de horas de testes e otimização. Isso era exaustivo e precisava de constante manutenção.

Veja como isso foi descrito no artigo da Ellie Mirman, do Hubspot:

Uma falha comum [na tradicional estratégia de automação de email] é que ela começa contando a partir da timeline da empresa e não do prospect. A empresa define qual informação o prospect vai receber em seguida, quais ações ele deve tomar e o caminho que ele deve seguir para evoluir de lead para cliente.

Mas e se o prospect não seguir as direções designadas para eles? E se eles iniciarem um teste gratuito e depois participarem de seu webinar? E se engajarem intensamente por dois dias e depois perderem o interesse?

2014 foi o ano no qual realmente começamos a integrar emails com nosso fluxo de trabalho às nossas estratégias de marketing. Isso funcionou para empresas em todos os lugares.

Um lead está muito mais propenso a converter se você entrega conteúdo inteligente quando e como eles precisam -conteúdo baseado em quem são seus prospects e as ações que eles tomam.

Veja este exemplo de como emails desencadeados (triggered emails) diferem dos tradicionais emails automáticos:

Triggered Email

Triggered emails, ou comunicação de marketing automática, são baseados no comportamento dos leads. Eles são ótimos, pois são baseados no “timing” do lead e não no tempo da empresa.

Uma campanha de e-mails otimizadas precisa de três coisas: relevância, valor e “timing”. Triggered emails entregam duas dessas necessidades, e o valor fica por conta do conteúdo que você e sua equipe entregam.

Imagine uma campanha de e-mail que entrega conteúdo personalizado (veja a tendência 3 abaixo) no momento em que a chance de conversão é maior. Imagine o lead fazendo download do seu e-book e depois recebendo aquele e-mail de agradecimento, que oferece uma demonstração ao vivo (típico). Imagina, então, um e-mail de acompanhamento se eles não agendaram a demonstração e um outro diferente se eles agenciaram. Imagine enviar emails baseados no tempo em que os leads estão em seu funil de vendas ou na pontuação deles como leads. Ou mesmo baseados nas página de seu site que estes leads visitaram, mas não converteram. As possibilidades não acabam.

3. Websites ficam Pessoais

2014 viu inovações em websites e rastreamento de leads, que possibilitaram as empresas interagir com seus leads e prospects automaticamente.

Imagine uma landing page que conhece seus prospects pelo nome; uma página de planos que conhece o orçamento de seu público; uma campanha de e-mail que sabe o próximo conteúdo que os levariam a converter individualmente.

Isso tudo já começou e vai continuar a evoluir nos próximos meses.

Nós vimos tudo isso acontecer de duas formas em 2014 (e ainda com passos de bebê)

Emails personalizados e blocos de conteúdo:

Campos pré- preenchidos criados a partir de seus formulários ou códigos adicionados à URL de seu site que permitem a você separar seus leads em diferentes listas em seu CRM ou banco de dados. Isso significa que além de enviar emails personalizados, seu site também irá mudar de acordo com o perfil de usuário que o visitar.

O mesmo se aplica para B2B, oferecendo diferentes ofertas para diferentes segmentos.

Perfil progressivo

Assim que seus leads inserem seus emails em sua landing page, eles iniciam um processo de nutrição otimizada.

Funciona da seguinte forma:

  • Na primeira visita é solicitado email e nome

  • Na segunda visita é solicitado o setor no qual eles atuam e tamanho da empresa

  • Na terceira visita eles são perguntados sobre suas principais frustrações em marketing online.

  • Na quarta visita (agora você já possui toda informação que você precisa) a landing page vai cumprimentar seus leads (pelo nome) e mostrar um botão para chamada-para- ação para baixar o guia, sem ter de preencher mais nada.

A melhor parte é que a tecnologia para personalizar sites está evoluindo rapidamente, enquanto conversamos.

Sério, existe um programador trabalhando noite e dia para que a gente ofereça esta tecnologia para nossos clientes o quanto antes.

4. Popups em Websites Vencem o Debate

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Eu acredito que é certo dizer que popups em websites foi um dos assuntos mais debatidos este ano. Em um artigo de meu colega James Scherer recebemos até um comentário de Danny Brown no artigo “A controvérsia sobre popups e por que eu as amo”. O comentário foi o seguinte: “Pessoalmente eu detesto pop-ups e como vingança eu nunca vou compartilhar o conteúdo de um blog que as use. E, provavelmente, eu nunca voltarei a visitar o blog.”

Nossa.

Mesmo assim 2014 foi o ano das popups. Elas foram implementadas em todos os lugares e elas continuam aparecendo cada vez mais.

Elas foram um sucesso para nós em nosso próprio blog e continuam sendo. E nós não estamos sozinhos. Alguns dos maiores e mais lidos blogs no mundo estão usando e também obtiveram sucesso com as popups este ano.

Quem usou popups em 2014?

Por que todas estas publicações bem sucedidas estão usando algo ao qual Danny Brown jurou vingança?

A resposta é simples, elas funcionam. Em 2014 profissionais de marketing em todo o mundo reconheceram que ao implementar, testar e dar a elas um design lindo, as popups funcionam muito bem.

A cada dia elas se tornam mais presentes (e implementadas seguindo as melhores práticas) e vão se tornar mais e mais comuns, mais aceitas e receberão mais engajamento.

5. O crescimento do Instagram

Em 11 de Dezembro o Instagram anunciou seus 300 milhões de usuários, passando Twitter, que possui 284 milhões.

Outra curiosidade, como o Facebook possui o Instagram, isso significa que no geral o Facebook chegou à 2 bilhões e 750 usuários se somados Facebook, Instagram, Messenger e Whatsapp.

O crescimento do Instagram não tem precedentes. Vamos dar uma olhada:

Fonte: http://techcrunch.com

Mas como este é um artigo com foco em marketing. nós precisamos examinar o potencial e eficácia do Instagram para os profissionais de marketing, não somente a sua popularidade entre os usuários. Vamos ver a lista de top 10 marcas no Instagram versus as top 10 marcas no Twitter.

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Fonte: http://simplymeasured.com/

O que vemos é:

Em média os posts de marcas top 10 no Twitter recebem engajamento em torno de 53.2. No Instagram este número salta para 30.000. E mesmo se analisarmos última marca do top 10 ainda veremos um engajamento de 1:10.800.

Conteúdo visual, pessoas.

Conclusão

Uma vez Steve Jobs disse “Você não pode conectar dois pontos olhando adiante, você somente pode conectar se olhar para trás. Então você terá que confiar que estes dois pontos vão se encontrar no futuro.”

Os pontos que definem o marketing online em 2014 são, mais do que nunca, os pontos que vão definir nosso futuro. Automação de Marketing, personalização de sites e triggered emails representam onde estamos e para onde estamos indo. Presente e futuro.

As tendências de 2014 também levantam questões para 2015: Mais empresas deixarão o Facebook? Ou o Facebook irá mudar seu algoritmo para conseguir mais marcas? E o Instagram continuarás crescer? Será que a plataforma vai passar a entregar ROI concreto para as empresas assim como fez o Pinterest?

Suponho que teremos que descobrir.